O evento inaugurou o projeto “Galeria Aberta” da Secretaria Municipal de Cultura, transformando a fachada do centro cultural em uma galeria a céu aberto com sete painéis luminosos de grandes proporções que homenageavam personalidades, incluindo o sambista Cartola, e personagens anônimos do bairro na qual participei como artista.
A idealização do projeto foi fruto da união de duas produtoras renomadas: Circulus Ópera, especialista em arte com aplicações tecnológicas, e Substancial, focada em arte urbana com um viés social. Thiago Capella, diretor artístico da Circulus Ópera, defende que o projeto é uma forma de integrar a arte ao cotidiano da cidade, explorando aspectos do urbanismo e proporcionando uma nova perspectiva para a comunidade: “em tempos digitais, nos quais vivemos imersos nas telas luminosas de computadores e smartphones, acreditamos que levar a arte para fora das salas expositivas, nesse formato diferenciado, pode resultar em uma maior aproximação com o público.
Tem projetos que não apenas ocupam um espaço, eles transformam a paisagem e a forma como a gente se relaciona com a cidade. Ser uma das artistas convidadas para a inauguração do projeto Galeria Aberta no Centro Cultural Vila Formosa foi, sem dúvida, um dos marcos mais luminosos da minha trajetória.
Entre 9 de novembro de 2024 e 9 de novembro de 2025, minha arte não esteve apenas dentro de quatro paredes; ela esteve na fachada, pulsando com o ritmo do bairro, visível para quem passa apressado para o trabalho ou para quem caminha sem pressa pela Avenida Renata.
O que tornou essa experiência única:
- Galeria a Céu Aberto: Transformar a fachada de um centro cultural tão icônico em uma exposição permanente é democratizar o olhar. É fazer com que a arte encontre o público, e não o contrário.
- Diálogo com a Memória: Estar ali, ao lado de outros artistas incríveis, cada um com seu trabalho maravilhoso e nessa região da qual marcou minha infância, é entender que meu traço agora faz parte da história da Vila Formosa.
- Luz e Tecnologia: Ver as obras ganharem vida através dos painéis luminosos durante a noite traz uma nova dimensão ao graffiti e às artes visuais. É como se a cidade estivesse, literalmente, acesa pela cultura.
“Passar um ano inteiro na fachada do Centro Cultural Vila Formosa fio mais que uma exposição; foi uma residência afetiva com a Zona Leste. Minha obra estava lá para ser companhia, para provocar o olhar e para lembrar que a beleza também pertence à rua.”
